Havia um caminho a ser percorrido e uma grande rede entremeada de pontos conexos jogada num mar cheio de estrelas.
Ao redor , tudo era trevas e abismos silenciosos.
Ela passeava por lá na ponta dos pés e braços abertos.
Com sua alma e mente a tudo interrogar.
Longe, longe de casa, buscava naquele mar algo que - ela sabia - seria muito raro encontrar.
No seu... não havia. Haveria "além-mar"?
Quando já desistia e recolhia sua rede - repentinamente - o mar tornou-se céu.
Ela jogou-se e, pensando que caía, subiu.
Então - ali - contemplou um lindo sítio onde tudo e todas as cores eram verdes.
As mais tenras frutas - eram verdes.
As mais lindas flores - eram verdes.
E, as árvores, ao sabor da brisa,despertavam-lhe a fome...
que de tanto doer estava já esquecida e o sono a fazia sumir.
Havia guerras e escassez em seu mundo.
Por isso, as viagens tornaram-se cada vez mais longas e distantes.
Os sítios eram um convite à sobrevivência.
E, naquele lugar - que era céu e não mar -, havia um príncipe todo verde da cabeça aos pés.
Ele lhe dizia palavras verdes - tenras e ácidas - como as frutas dali, que saciavam-lhe a fome.
Um dia, entretanto - pela acidez - quis retornar.
Fugir, sair daquele lugar .
Só então percebeu que o sítio onde estava era o limite onde se uniam - terna e eternamente - céu e mar.
E nessa linha do horizante presa.Percebeu-se feliz.
E... Ficou...
E... Ficou...
Se dela sentiram falta - que não a culpem:
já era distante...
Por Taninha Nascimento



6 comentários:
Deve ser por isso que gosto tanto de verde...rsrs...
Sua poesias são lindas Tania!Escritas de profissional!
Beijos!
poxa ...gostei MUITO mesmo ...deu até votnade de ficar nesse lugar verde rsrsrs ..e digo assim de passagem numn sou muito fã de lugares assim naum :D LINDO....LINDO ..LINDO
PAZ!!!!!!!!!!
Parabéns Taninha!
Gostei muito de sua narração em versos. Gosto do verde também.
E o mar! Ah! Adoro suas águas, como ficar sentada na areia lhe observando... Beijos amiga!
Não me despeças com palavras, nem baladas despedaçadas
Nem expressões, nem almas...Abre-me de alto abaixo com o machado
abre um fardo
deixa-me caído no asfalto
assim,abandonado
BELA ESCRITA...
PORÉM, CUIDADO COM O VERDE, ESTA COR DISSIMULADA QUE, NOS CONFUNDE - SINALIZANDO UM "VÁ, SIGA EM FRENTE..." E, ACABA NOS LEVANDO A UM NÃO SABE ONDE - FAZENDO COM QUE NOS PERCAMOS ENTRE A COR RELUZENTE DO BROTAR E A TRISTE COLORAÇÃO DO APODRECER, MERAMENTE VERDE, EMBOLOURADO...
MUITO PRAZER,
DANI BEZERRA.
Oi, Dani Bezerra. Obrigada por vir ao blog, ler e comentar.
Faz bastante sentido a sua interpretação... Todas - de certa forma - sempre fazem (!), pois um texto depois de publicado pertence ao leitor - que o traz para a sua experiência de vida e o mescla de leituras várias. Mas "o sítio" é um texto poético de ficção que remete ao "novo", a "novidade" que sempre, ou quae sempre, vem cheia de medos e deslumbramentos.
Grande Abraço,
Tania Anjos.
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