[...às vezes...]
Frases
"O poeta finge não conhecer o que já sabe". Cesare Pavese
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Citação
[...às vezes...]
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Confidente
apenas por percebê-las parte da vida
ou profundas.
domingo, 1 de novembro de 2009
Poesia da Vida in ABBA: The winner takes it all
Apesar do nome do espetáculo ser retirado da música homônima, de 1976, a trama é ficcional e não a biografia dos músicos nem da carreira do ABBA. Ele conta a história de Sophie, uma garota de 20 anos prestes a se casar, que vive com a mãe, Donna, numa ilha da Grécia, e que não conhece seu pai. Achando o diário da mãe, descobre que ela teve um relacionamento com três homens diferentes num curto período de tempo, logo antes de seu nascimento e que pode ser filha de qualquer um dos três. Resolve então convidá-los todos para seu casamento, para tentar descobrir qual deles é seu verdadeiro pai, que nem sua mãe sabe ao certo.
Björn Ulvaeus e Benny Andersson, que compuseram as músicas originais, estiveram envolvidos no desenvolvimento e produção do musical desde o início. Anni-Frid Lyngstad, cantora e integrante do grupo, participou financeiramente da produção, enquanto a quarta integrante, a loira vocalista Agnetha Fältskog, não teve nenhuma participação, mas esteve presente na estréia do musical em Estocolmo, quando os quatro ex-membros da banda se reuniram pela primeira vez em vinte anos.
O musical inclui, na trilha sonora, grandes sucessos mundiais do ABBA como "Super Trouper", "Dancing Queen", "Knowing Me, Knowing You", "Thank You for the Music", "Money, Money, Money", "The Winner Takes It All", "Voulez Vous", "I Have a Dream" e "SOS", além da canção título. Em 2007, mais de 30 milhões de pessoas ao redor do mundo - 4 milhões apenas em Londres - já haviam visto o musical, que acumula uma bilheteria total internacional de U$2 bilhões desde sua estréia, em 1999, sendo o financeiramente mais bem sucedido da história[1]
O sucesso do musical levou à produção do filme Mamma Mia!, com Meryl Streep, Pierce Brosnan, Colin Firth,Amanda Seyfried, entre outros, lançado nos Estados Unidos em julho de 2008 e, em Portugal e no Brasil, em setembro do mesmo ano, arrecadando mais de U$500 milhões em todo mundo
[http://pt.wikipedia.org/wiki/Mamma_Mia!]
Entretanto, o que me mais me tocou foi a poesia forte dessa letra tão conhecida e antiga - e cena como um todo - na interpretação de Meryl Streep.
domingo, 25 de outubro de 2009
Melancolia do Tempo
Ela o prende em seu olhar
sábado, 26 de setembro de 2009
Razões
está na opção por não se perceber
domingo, 13 de setembro de 2009
O Cântico dos Cânticos
Eu vejo o mundo mais alto que o mais alto andar do edifício. Não me perco em beijos. [Ósculos]. E largo silêncio inauguro. Mas não fecho os olhos. Nem temo os pés às pedras ou pedregulhos. Sinto, em minhas costas, o peso. Mas não me curvo. Nem quando sobre o esquerdo ombro me pousa o negro corvo. Meu nome se derrama: óleo que se infiltra pelas pregas do solo. Melhor. Assim não escorrego onde piso. Assim perfumo o próprio percurso. Mas me pergunto: amanhã, quem se lembrará da cor do vinho?! Amanhã, quem se lembrará das palavras da esposa ao esposo?!
Marcelo Novaes
http://notaderodape-marcelo-novaes.blogspot.com/2009/09/o-cantico-dos-canticos.html
domingo, 30 de agosto de 2009
Cotidiano
Por Taninha Nascimento
sábado, 22 de agosto de 2009
Parti
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Passado - ausências em mim...

e, sinceramente,
isso não é o que me deixa triste.
Acostumei-me a deixar presente todas as ausências que habitam em mim.
Quando - quase - se vão, aí sim. Entristeço e lamento a perda -
especialmente a de tempo; que nesse tempo todo vivi.
E volto a negativa afirmativa, posto seguir com mais essa.
Mais essa ausência a habitar em mim.
E, hoje, especialmente hoje,
terça-feira, 4 de agosto de 2009
à mercê
Descobrimento do Brasil, Francisco Aurélio de Figueiredo e Melo, 1887. Acervo do Museu Histórico Nacional do Rio de Janeiro
Operários, de Tarsila do Amaral: um retrato da miscigenação brasileirado silêncio da voz
- à mercê de palavras
cheias de vazios em cada signo
traduzido em sons -,
é o que posso dizer da cor
das tuas e das minhas íris - que envolvem
nossas pupilas atentas à justiça que tarda
e falha desde vinte dois de abril de mil e quinhentos.
ah, nossos olhos... tão mudos e atentos...
por taninha nascimento
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Grande estupidez

Bobagem tua, ou mesquinhez
Essa coisa de estampar a minha ausência
Em cada novidade ou mesmice tua
Bobagem tua
Sei que lembras e lamentas - sim -
A minha quase perda, quase esquecimento, quase...
Bobagem, bobagem tua
Finges que não me vês
Finges que não me lês...
Imagem disponível no Google
quarta-feira, 29 de julho de 2009
O meu impossível ( FLORBELA ESPANCA )
É um brasido enorme a crepitar!
Ânsia de procurar sem encontrar
A chama onde queimar uma incerteza!
Tudo é vago e incompleto! E o que mais pesa
É nada ser perfeito. É deslumbrar
A noite tormentosa até cegar,
E tudo ser em vão! Deus, que tristeza!...
Aos meus irmãos na dor já disse tudo
E não me compreenderam!... Vão e mudo
Foi tudo o que entendi e o que pressinto...
Mas se eu pudesse a mágoa que em mim chora
Contar, não a chorava como agora,
Irmãos, não a sentia como a sinto!...
domingo, 26 de julho de 2009
praga (ou poeminha safado)
você, você mesmo
com essa cara de safado
com esse ar de desgraçado
com esse cheiro de mulher
você que tinha os olhos cor da lua
que mexia em meus cabelos
me olhava com medo
e me fazia cafuné
cuspirei no seu sorriso
pisarei no seu calo
esmagarei o seu abraço
por onde passar
há de causar horror
um cheiro podre
exalará ad infinitum
e assim quando vier
maldito mal cheiroso mal vestido
encontrará a casa fechada
e qual fênix a sua mulher
Adriana Godoy
Visitem o Blogger da autora: "Voz"
http://driaguida.blogspot.com/
http://driaguida.blogspot.com/2009/07/praga-ou-poeminha-bobo.html
sábado, 25 de julho de 2009
Tronco oco - micro conto
elementar...

a liberdade é mesmo boa...
desejo de sentir-se preso;
é mentira mentira e ainda mais mentira
que de ti também ecoa
ora ora ora...
tão elementar quanto óbvio
é saber que as nuvens são as mais livres de todas
as formas de vida que levitam
quando presas, sucumbem em prantos preferindo a morte.
elas sabem - longe longe longe voltarão
quinta-feira, 23 de julho de 2009
surpresa
quarta-feira, 22 de julho de 2009
PRETÉRITO PERFEITO

Dois dias
e foi armada a confusão.
Nem idéias estúpidas se moveram
nem as fortes tensões,
interromperam um só pensamento.
Nem as explosões salvaram o mundo
só a vida justifica o fim de todos vocês.
Se nada se entende...
- O amor não vem de forma fácil !
(Cibele Camargo - do Livro "A Vida Além da Sua")
domingo, 19 de julho de 2009
memória íntima
universo de versos
que desenho sobre
o nada
é como um
pássaro no vôo
beleza distante
tatuada em mim
Lau Siqueira
do livro: TEXTO Sentido - 2007
Visitem o Blogger do autor: http://poesia-sim-poesia.blogspot.com/
sábado, 18 de julho de 2009
tontura
Contentamento
quinta-feira, 16 de julho de 2009
quietude
terça-feira, 14 de julho de 2009
Aquela única gota

Porque aquela única
gota, na pia da cozinha,
já não me atrapalha
tanto,
porque a luzinha
verde, do relógio de
microondas, já não me
deixa tão perturbado,
três cômodos ao lado,
não me impedindo,
sequer, de manter
meus olhos
fechados e
dormir,
mas porque, também,
o papel do bombom que
eu te dei, solto ao léu, no
chão do quarto, ainda me
impede de me concentrar
no jogo de futebol na
televisão,
por isso,
e só por isso,
eu vim.
Marcelo Novaes
sábado, 11 de julho de 2009
Abandono

Tão pouco, quase nada era isso
diante da intensidade do sentimento...
Não, não queria - agora- essa flor assim nascida
entre seu olhar inexistente e canto mudo.
Tão cedo pra sentir esse abandono.
Tão cedo pra me sentir tola, de novo...
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Teus olhos para mim
se abriram para mim.
São tão lindas...
Posso me ver dentro delas
numa casa grande e arejada,
simples e aconchegante...
E eu que admirava o verde e o azul,
ganhei grandes janelas - nessa cor - fumegantes.
Ah... Se ainda, no tom, vier a me surpreender;
violetas para mim...Violetas... Só pra mim...
Agora - meu amor - o que sinto é que do céu de tua boca
violenta tempestade cai sobre a minha...
...Cerram-se nossas janelas
enfim...
terça-feira, 23 de junho de 2009
sábado, 20 de junho de 2009
Atitudes

precipitadas. E não é que até eu as achava ?...
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Agudo acorde
Arte de Joe Sorren Por Taninha Nascimento
terça-feira, 16 de junho de 2009
rascunhos
braços macios e fortes tem
a música
onde, inebriada, desmaia
a poesia
e o mesmo gosto pelo amor as entrelaça
em tons
que sobem e descem
em cores
de rimas e línguas que degustam suas peles
o peso das águas
segunda-feira, 15 de junho de 2009
A Poesia das Canções...
Have your leaves all turned to brown
Will you scatter them around you
C'est la vie
Do you love
And then how am I to know
If you dont let your love show for me
C'est la vie
Oh c'est la vie
Oh c'est la vie
Who knows, who cares, for me
C'est la vie
In the night
Do you light a lover's fire
Do the ashes of desire for you remain
Like the sea
There's a love to deep to show
Took a storm before my love
Flowed for you
C'est la vie
Oh c'est la vie
Oh c'est la vie
Who knows, who cares, for me
C'est la vie
Like a song
Out of tune and out of time
All I needed was a rhyme for you
C'est la vie
Do you give
Do you live from day to day
Is there no song I can play for you
C'est la vie
Oh c'est la vie
Oh c'est la vie
Who knows, who cares, for me
C'est la vie
É a Vida [Tradução]
É a vida...
Será que as suas folhas todas já ficaram marrons?
Será que você vai espalhá-las a sua volta?
É a vida...
Você ama?
E como vou saber -
se você não deixa o seu amor transparecer pra mim -?
É a vida...
Oh é a vida,
Quem sabe; quem se importa comigo?
É a vida...
De noite,
você acende a chama de um amor?
Será que as cinzas do desejo - por você - permanecem ?
Como o mar,
há um amor profundo demais pra ser revelado.
Precisou de uma tempestade
pra que meu amor chegasse (fluísse) a você.
É a vida ...
Oh é a vida,
Oh é a vida...
Quem sabe; quem se importa comigo?
É a vida...
Como uma canção,
fora do tom e fora do tempo,
tudo o que precisávamos era uma rima pra você.
É a vida...
Você se entrega?
Você vive cada dia?
Se não houver canção, eu posso tocar pra você.
É a vida...
Oh é a vida,
Quem sabe; quem se importa comigo?
É a vida...
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Madrugada
Há um silêncio que só se houve na solidão da noite. É preciso ser noite, madrugada alta, e se estar só, inteiramente só, despido até de pensamentos. E se mover pouco e lento, sem ruído, sem esforço, com a exata precisão dos gatos. E então se ouve a vida gestando a si mesma nesse imenso útero que é a noite. Só então se entende o quanto é novo, profunda e inteiramente novo o dia que virá em poucas horas onde pulsa o infinito. Pode-se ouvir esse silêncio pleno, denso, da vida de novo se engendrando - e os ouvidos atentos são também parte desse feto que logo saltará da noite, solar, exuberante, centrífugo: Govinda, Menino Jesus.
Mas agora ainda é o mistério de Maria, da vida brotando de si mesma pela força do Divino Espírito Santo, sob os cuidados do Arcanjo Miguel. Antonio se acomoda nesse silêncio e apenas ouve, grato por essa dádiva tão inesperada quanto desejada: Antonio nada pede porque não há nada a querer além de estar aqui simplesmente, ouvindo.
Novo, novo, novo tão profunda e misteriosamente novo. E tão simples que mal se pode dizer: Corpus Christi!
Mas se ouve. E então tudo é templo.
(Escrevo, mas o teclado novo é tão macio e silêncioso que mais parece uma extensão do meu pensamento que assim nem se pensa quase, escreve-se direto - e de novo tudo é milagre)
Sim, tudo se reveste dessa aura de milagre que é não haver nenhuma necessidade ou causa, do hoje que se vai cria nada ter a ver com o ontem que se vai (ainda que aparentemente haja um cerne que perdure...). E entre um e outro, sem que o fluxo jamais se interrompa, há esse silêncio profundo e delicado que só as mães podem saber na intimidade. Por isso a mulher (cada mulher, toda mulher) é gloriosa e toda mãe deve ser amada e venerada por seu filho. "Obrigado, minha mãe por ter-me pacientemente feito como a noite engendra o dia. Obrigado por me trazer da treva à luz".
Antonio se surpreende por se sentir transbordante de amor minucioso e comovido. Paz, alegria, plenitude. Logo, logo será dia. Que estas palavras sejam como o pão quente, cujo cheiro antecipa os dias antes mesmo dos primeiros raios da aurora.
Amanheceu. A mente começa a tagarelar feito criança.
domingo, 7 de junho de 2009
Estranho vulcão
domingo, 31 de maio de 2009
Versos
A minha paixão por Florbela Espanca é antiga.Me fascina a sua poética...
A maneira como poetizava seus sentimentos - todos - é única.
Amor, tristeza, saudade, melancolia, solidão, desespero... Nada - para mim -resume Florbela Espanca.
Versos! Versos! Sei lá o que são versos…
Pedaços de sorriso, branca espuma,
Gargalhadas de luz. cantos dispersos,
Ou pétalas que caem uma a uma.
Versos!… Sei lá! Um verso é teu olhar,
Um verso é teu sorriso e os de Dante
Eram o seu amor a soluçar
Aos pés da sua estremecida amante!
Meus versos!… Sei eu lá também que são…
Sei lá! Sei lá!… Meu pobre coração
Partido em mil pedaços são talvez…
Versos! Versos! Sei lá o que são versos..
Meus soluços de dor que andam dispersos
Por este grande amor em que não crês!…
Florbela Espanca - Trocando olhares - 29/07/1916
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Panelinha

sábado, 23 de maio de 2009
Presente, sempre...

Sempre ...
Ainda que jogado fora – presente
Ainda que rejeitado – presente
Ainda que esquecido – presente
Ainda que morto – presente
Ainda que doa – presente
Presente...
Porque é presente – ainda –
Essa amizade
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Céu de maio

É comovente
olhar o céu de maio pela manhã
cujo azul tem perfume de eternidade
e o sol sabor de pressa
de vida...
É comovente
o limite do verde dos morros
contornando o infinito
como bordados bem acabados
envoltos no tom rosa da alvorada
que ainda se espreguiça às sete horas
dessa nova lida
Porque recomeça. Porque combina
Sim
Com toda essa gente que sai de casa
sob esse mesmo céu e sol
e pode ver bordados verdes estendidos ao redor
lá no alto
ao alcance de suas vistas
Não sabendo nada sobre o que virá
no circular dessas vinte e quatro horas
Mas...
São sete...
Sete, já ?!
Ou sete, ainda?!
Por Taninha Nascimento
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Citação
Digital

Não uma folha em branco,
Mas a tela em branco do Word
Não a pena nem caneta, mas o teclado
Não rascunhos, mas arquivos ou deletes
Só mudam os instrumentos
Os sentimentos – iguais – cruzam
Séculos, distâncias, vivências e saberes
Ainda assim, ao Homem, cabe-lhe a digital
quinta-feira, 14 de maio de 2009
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Essa negra Fulô!
Ora, se deu que chegou
(isso já faz muito tempo)
no bangüê dum meu avô
uma negra bonitinha,
chamada negra Fulô.
Essa negra Fulô!
Essa negra Fulô!
Ó Fulô! Ó Fulô!
(Era a fala da Sinhá)
— Vai forrar a minha cama
pentear os meus cabelos,
vem ajudar a tirar
a minha roupa, Fulô!
Essa negra Fulô!
Essa negrinha Fulô!
ficou logo pra mucama
pra vigiar a Sinhá,
pra engomar pro Sinhô!
Essa negra Fulô!
Essa negra Fulô!
Ó Fulô! Ó Fulô!
(Era a fala da Sinhá)
vem me ajudar, ó Fulô,
vem abanar o meu corpo
que eu estou suada, Fulô!
vem coçar minha coceira,
vem me catar cafuné,
vem balançar minha rede,
vem me contar uma história,
que eu estou com sono, Fulô!
Essa negra Fulô!
"Era um dia uma princesa
que vivia num castelo
que possuía um vestido
com os peixinhos do mar.
Entrou na perna dum pato
saiu na perna dum pinto
o Rei-Sinhô me mandou
que vos contasse mais cinco".

Essa negra Fulô!
Essa negra Fulô!
Ó Fulô! Ó Fulô!
Vai botar para dormir
esses meninos, Fulô!
"minha mãe me penteou
minha madrasta me enterrou
pelos figos da figueira
que o Sabiá beliscou".
Essa negra Fulô!
Essa negra Fulô!
Ó Fulô! Ó Fulô!
(Era a fala da Sinhá
Chamando a negra Fulô!)
Cadê meu frasco de cheiro
Que teu Sinhô me mandou?
— Ah! Foi você que roubou!
Ah! Foi você que roubou!
Essa negra Fulô!
Essa negra Fulô!
O Sinhô foi ver a negra
levar couro do feitor.
A negra tirou a roupa,
O Sinhô disse: Fulô!
(A vista se escureceu
que nem a negra Fulô).
Essa negra Fulô!
Essa negra Fulô!
Ó Fulô! Ó Fulô!
Cadê meu lenço de rendas,
Cadê meu cinto, meu broche,
Cadê o meu terço de ouro
que teu Sinhô me mandou?
Ah! foi você que roubou!
Ah! foi você que roubou!
Essa negra Fulô!
Essa negra Fulô!
O Sinhô foi açoitar
sozinho a negra Fulô.
A negra tirou a saia
e tirou o cabeção,
de dentro dêle pulou
nuinha a negra Fulô.
Essa negra Fulô!
Essa negra Fulô!
Ó Fulô! Ó Fulô!
Cadê, cadê teu Sinhô
que Nosso Senhor me mandou?
Ah! Foi você que roubou,
foi você, negra fulô?
Essa negra Fulô!
Leia mais: http://www.revista.agulha.nom.br/jorge.html
Imagem disponível no Google Imagens
segunda-feira, 11 de maio de 2009
sábado, 9 de maio de 2009
quinta-feira, 7 de maio de 2009

NÃO
ERRO
APEDREJAMENTO
TAREFA

quarta-feira, 6 de maio de 2009
Verbo, se achar...
terça-feira, 5 de maio de 2009
Poética de Mário Faustino
Não conseguiu firmar o nobre pacto
Entre o cosmos sangrento e a alma pura.
Porém, não se dobrou perante o facto
Da vitória do caos sobre a vontade
Augusta de ordenar a criatura
Ao menos: luz ao sul da tempestade.
Gladiador defunto mas intacto
(Tanta violência, mas tanta ternura)
Jogou-se contra um mar de sofrimentos
Não para pôr-lhes fim, Hamlet, e sim
Para afirmar-se além de seus tormentos
De monstros cegos contra um só delfim,
Frágil porém vidente, morto ao som
De vagas de verdade e de loucura.
Bateu-se delicado e fino, com
Tanta violência, mas tanta ternura!
Cruel foi teu triunfo, torpe mar.
Celebrara-te tanto, te adorava
Do fundo atroz à superfície, altar
De seus deuses solares - tanto amava
Teu dorso cavalgado de tortura!
Com que fervor enfim te penetrou
No mergulho fatal com que mostrou
Tanta violência, mas tanta ternura!
Envoi
Senhor, que perdão tem o meu amigo
Por tão clara aventura, mas tão dura?
Não está mais comigo. Nem contigo:
Tanta violência. Mas tanta ternura.


























